segunda-feira, 26 de maio de 2008

Aió, Silver


Bem, o quero dizer neste breve post é que a brevidade faz parte urgente e latente da nova vida… Não uma brevidade superficial como um piscar de olhos, mas uma brevidade complexa que mescla momentos de brilho e obscuridade…

Esta vida, às vezes parece uma corrida de cavalos. Porém, somente pangarés, que capengam e sofrem para superarem uns aos outros, sendo que mesmo que um vença, ainda será um pangaré. Acho que cheguei ao ponto crucial deste devaneio poeril: todos somos selados… Uns para a vitória, outros para a derrota e raros são os sortudos torcedores e apostadores nesses miseráveis coadjuvantes…

Para quem quis ser breve, excedi na acidez. Porém, não pequei na falta de lucidez… e só pra dizer que fui… Xau

quarta-feira, 7 de maio de 2008

terça-feira, 6 de maio de 2008

Love is just a game


The Magic Numbers sussurra, quase soluçando, a canção matinal para o dia de hoje. I'm an honest mistake that you made, did you mean to. Logo após, o refrão diz que o amor é só um jogo, uma mentira e que acontece o tempo todo. Até não duvido. Acho que ainda não captei bem esse negócio de amor. Diria o Chaves que sou jovem ainda, jovem ainda... mas um dia velha serei. O pior é que, com o passar do tempo, as minhas teorias sobre esse tal sentimento estão cada vez mais capengas.

Apaixonar e desapaixonar. Esse lance aparece nas minhas histórias quase sempre de maneira bastante singela. Às vezes rápida, constantemente rasteira. Só que paixão e amor estão dentro daquela máxima filosofia de boteco, né? Aquela, que diz que uma coisa é uma coisa, que outra coisa é outra coisa e que focinho de porco não é tomada.

Por longo tempo, era convicta de que amor *de verdade* era aquele que dura pela vida toda. Sabe? Tipo amor de mãe por um filho, que por mais esquisito que seja, é todo ímpar e especial. Ou o amor que a gente sente por um bichinho de estimação. Se ele morrer, podem vir a existir outros bichinhos, mas a lembrança e o carinho jamais serão os mesmos.

Tá, daí um dia, depois de curtir muita galinhagem, resolvi tentar descobrir o tal do amor na prática. Fui me meter em namoro "sério". Só que a primeira experiência... baita frustração! Nem paixão não tinha! Foi triste e perigoso. Ao menos, descobri que teimosia pouca é bobagem, a gente não aprende a gostar de ninguém por osmose. Por mais que a pessoa goste de ti e acredite que possa fazer sua cabeça, não adianta. É chato, mas é assim que as coisas funcionam.

Acho que se for pra relatar o amor na sua forma mais pura e misteriosa, creio que tenho uma memória posterior que me ajuda. Envolve fazer amor. Sem muitos detalhes, pq esse blog não é kinky. Mas se resume em quase respirar uma pessoa, sentir o que ela sente e ouvir o mundo redondo alheio, girando. Até as cores derretiam, a sensação era de que tudo podia acabar e que nada mais importava.

Por falar em acabar, o relacionamento que promoveu tamanha experiência sinestésica acabou. O que me confunde outra vez, pq se era amor, o combinado não era de ser para sempre?!

Bom, vou ser ríspida e dizer que os contos de fadas estão todos errados. Os filmes românticos também. Hoje, vou acreditar na definição de amor dos Magic Numbers: just an honest mistake that you make. And that you mean to. E pronto. Por hora basta.

terça-feira, 29 de abril de 2008


O amor só vive pelo sofrimento e cessa com a felicidade; porque o amor feliz é a perfeição dos mais belos sonhos, e tudo que é perfeito, ou aperfeiçoado, toca o seu fim
. (Camilo Castelo Branco)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Eu e minha caneca


Desde o período paleozóico da minha existência, sou fissurado por uma boa xícara de café. Acredito na teoria disseminada pelo jogo “The Sims”, que um tanto de café dá uma certa energia em nosso esgotado organismo. No meu trabalho, temos duas oportunidades diárias para tomar o cafezinho sagrado e, via de regra, sempre marco presença na cozinha. Sempre fiquei agoniado em tomar café naqueles copinhos, pois altera um pouco o sabor. Ainda por cima, diz a boca pequena, o plástico após ser aquecido pelo líquido libera substâncias que provocam câncer.

Certo dia, uma intervenção divina fez um representante de medicamentos me dar uma caneca e realizou meu nobre desejo de ter meu próprio receptáculo de cafeína. Mas essa caneca me fez refletir que, apesar de ela ser importante pra mim apenas duas vezes por dia e ficar o resto do dia sem qualquer ocupação, ela realiza sua missão na terra de uma forma eficiente.

Fico pensando que era isso que realmente importa na vida: a gente entender que nossa existência é importante para alguém e saber valorizar isso. Por isso, hoje eu queria ser uma caneca de café e ser essencial para alguém pelo menos duas vezes ao dia.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O mundo dá voltas

Um velhinho bem bacana um dia me explicou porque vira e mexe a gente reencontra pessoas de um passado longuínquo. "É porque o mundo é redondo", me esclareceu o seu Fritz (prefiro chamá-lo assim pq só sei q o sobrenome dele é Züge).

Ou seja: a gente anda anda e, por conta da redondeza do mundo, de tempos em tempos, acaba que acontecem os trumbincamentos. Gosto dessa teoria do seu Fritz. Mas neste instante ela não me remete a encontros/desencontros, nem ao filme da Sophia Coppola. Divago sobre a teoria do mundo redondo pq estou numa neura pra ir embora.

Pela numerologia, reza a lenda que 2008 é o ano do recomeço (2+0+0+8=10=>1+0=1). Ando irriquieta com esse tal de recomeço. Se as coisas devem sempre começar pelo começo, por onde se começam as coisas do recomeço?

Venho a crer que deve ser meio longe daqui. O daqui se refere ao ponto em que me encontro neste mundo redondo. Algo a ver com o lance do espaçum-momentum que o Doc Brown saberia explicar com um toco de giz pro Marty Mcfly. Há épocas em que a gente se empolga por trivialidades e épocas em que a gente quer ser mártir, estufar o peito e sair dando round house kicks por aí. Eu tô no limbo, eu acho. Bem lá, no Lost, onde foi parar o padre dos balões.

Por um tempo, queria poder funcionar no modo operacional "abstrair", algo como tirar férias de mim mesma. Mas acho que rola mais fácil eu dar uma bandinha pelo mundo redondo, enfrentar uns terremotos.Até porque uma hora a gente volta se reencontrar, né não? Ninguém me tira que o seu Fritz sabe das coisas.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Hey Ho, Let´s Go

Todos os pensamentos que tento organizar nesse exato momento estão sempre ligados a uma única pessoa: EU. Egoísmo à parte, a minha felicidade é somente interesse meu e de mais ninguém. Sou uma pessoa melhor quando estou feliz, mas o que tenho que esperar pra ser feliz? Aceitar a subjetividade dos subterfúgios para fugir da minha insegurança e ficar procurando o amor, como um porco procura trufa?

Acho que não. Vou aceitar que amo alguém que move meu mundo de uma maneira furiosa e poética. Já aprendi a conviver com sua ausência. A solidão é minha companheira e com ela consigo ver mais vida a cada momento em que vivo. Estou aprendendo a enxergar o valor de poder viajar em silêncio com meus pensamentos e viver um momento de planejamentos individualistas.

Ainda quero casar e ter filhos, mas se for pra ser o velho ancião da minha aldeia, vou aceitar com muita felicidade... Pois se a felicidade não move o mundo, pelo menos deixa ele um pouco melhor...